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domingo, 13 de outubro de 2013

O DESABAFO de ERASMO de ROTTERDAM - parte 2

 
O DESABAFO de ERASMO de ROTTERDAM - parte 2
 
Em sua viagem de volta de Itália à Inglaterra, Erasmo de Rotterdam reflete sobre os momentos agradáveis que passara com amigos, mas, em especial com Thomas Morus, o melhor dentre todos.
Neste momento de saudade e inspiração é que, em virtude da semelhança do nome se ilustre amigo – Morus – com o termo grego moría (loucura), surge a obra O Elogio da Loucura. Ainda que todo testemunho de vida de Morus, nada tenha a ver com a propriamente dita loucura, o que então teria sido feito como um tipo de brincadeira, com o virtuoso e nobre amigo, todavia com o intuito de criticar os que o fizeram tão mal.
Erasmo ainda cita haver a possibilidade, neste momento, de haverem detratores caluniadores que o condenem como um teólogo irresponsável, por estar usando um estilo literário antigo do mundo helênico – a comédia – o qual muitos autores clássicos fizeram uso, como por exemplo, Homero, Virgílio, Sêneca, São Jerônimo e tantos outros, mas que seus algozes, por conheceram-no bem, até poderiam não enxergar, por trás de tais “brincadeiras”, assuntos tão relevantes e sérios, os quais não estavam sendo aludidos pela retórica e pela filosofia de então.
Erasmo explica estar fazendo o elogio da loucura, não como um louco, nem como ataque raivoso, apesar de saber que suas palavras despertariam mais a incompreensão e a ira de seus alvos que sua lúcida compreensão – ainda que não usasse acusação pessoal, ou mesmo os “comuns palavrões” de São Jerônimo em seus escritos.