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sábado, 23 de novembro de 2013

Jamais será o meu verso - poesia cristã


Jamais será o meu verso
(Nova Friburgo, 30/10/94)
de  MArcelo GEsta

Jamais será o meu verso
E o teor de minha poesia
Do teu prazer o inverso
Mas, sim, toda alegria
A ti, Senhor, eu vou verter
Minha música em harmonia
Ao que á Ti se converter
Anunciando-lhe todo dia
Meu solo irá á ti na vertical
E a ele espero que Tu estimes
E sua glória se espalhe na horizontal
Com sua inefável unção sublime
Minhas palavras não sejam heresia
Nem minha língua uma ferina
Que corroem como a maresia
E a Sua presença toda elimina
Minhas idéias verterão ao contrário
Tudo o que a mentira causou
E findará o misticismo ordinário
Que a muitos seqüestrou
Perseguido, ainda Te comporei versos
Salmodiar-te-ei poeticamente
Oprimido, ainda Te trarei conversos
Com todo zelo alegremente
Ainda que tenha que fugir
Por lutar por sua verdade
Saberei que vou sorrir
Quando morar na Sua Cidade.
O fim de minha luta
Será em Nova Jerusalém
Pois lá não há labuta
Para os santos que ela obtém.

de  MArcelo GEsta