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domingo, 17 de novembro de 2013

SERVO-ARBÍTRIO – 1ª parte Por Marcelo Gesta

SERVO-ARBÍTRIO – 1ª parte
Por Marcelo Gesta (15/02/2014)

1.     DEFININDO OS TERMOS CHAVE:

·   Arbítrio: resolução que só depende da vontade; escolha; opinião.
·   Autonomia: direito ou capacidade de se governar por leis próprias.
·   Determinismo: aquilo que produz uma causa ou estimulo específico, e leva qualquer indivíduo aos mesmos resultados, e assim, à ausência de livre-arbítrio e servo-arbítrio. Sistema filosófico que não admite a influência pessoal sobre a determinação, atribuindo-a inteiramente à força dos motivos.
·   Determinante: aquilo que produz uma causa ou estímulo específico com resultados semelhantes, porém, em virtude do servo-arbítrio, variando de indivíduo para indivíduo, de momento para momento, por isso jamais idêntico.
·    “Cada-Um”: conjunto de atributos, que juntamente com sua inata pessoalidade, cada indivíduo humano vai assimilando de outros indivíduos, e de tal forma combinando-os e recombinando-os, a ponto de gerar características inteiramente novas em si mesmo e distintas dos demais cultivadores de seu “cada-um”. Assim, cada um terá o seu “cada-um”, particular, formado de outros “cada-uns” de outros sujeitos, e assim sucessivamente.
·   Livre: aberto, acessível, o que tem liberdade; solto; absolvido; disponível.
·   Liberdade: condição de uma pessoa poder dispor de si; poder de fazer ou deixar de fazer uma coisa; faculdade de fazer o que não é proibido por lei; independência.
·   Servo: sujeito a um senhor; do grego diáconos = servidor para serviços especiais, brandos, ou mordomo = servo administrador. O que não exerce função por seu interesse primaz, porém, pela vontade principal de seu senhor; o que tem sua missão submetida à missão de seu senhor.
·   Servo-arbítrio: A capacidade que o ser humano tem, individualmente e pessoalmente, de fazer escolhas ou arbítrios particulares, os quais por serem influenciados por fatores diversos e anteriores a sua arbitrariedade não são livres, mas que, todavia, não tem os resultados determinados por um agente específico, percebendo-se claramente resultados diferentes diante dos mesmos estímulos aplicados em sujeitos dessemelhantes, e que por tais conclusões nota-se não haver determinismo. A isso chamamos servo-arbítrio.


2.     EM MEU ARBÍTRIO PERCEBO MINHA INDIVIDUALIDADE E PESSOALIDADE

Cada um tem o seu “cada-um”, que é composto, além da sua pessoalidade, de “cada-uns” de várias outras pessoas, e assim sucessivamente, formando sempre sujeitos continuamente diferentes, os quais nunca reagirão exatamente da mesma forma diante de estímulos idênticos. Por isso, os agentes causadores podem ser determinantes, porém, jamais deterministas.

Visto que pensamos, logo, existimos, ou, visto de outra forma, existimos, por isso começamos a pensar. Se existimos e pensamos, e percebemos em nós mesmos tal capacidade, é por que temos consciência própria, sentimos nossa pessoalidade, e, esta, é literalmente individual, única. O primeiro pensamento do ser humano, no início de sua existência, reconhece a si próprio como sujeito independente e em detrimento daquilo e daqueles ao seu redor que não é ou são o ‘si mesmo’. A partir daí, interagindo com os elementos a sua volta, passa a receber estímulos dos mesmos. Os estímulos vindos tanto de elementos animados quanto inanimados, por sua vez, cultivarão uma vontade. Tenho vontade, logo – mais uma vez –, existo. A vontade me levará até uma escolha ou arbítrio. Eu arbitro (escolho), logo – novamente – “sou”. O “outro” – aquele que não é eu – pode perceber que tenho uma necessidade, porém, quem a sente – de uma forma especificamente minha – sou eu. Eu é que sinto minha necessidade. Essa percepção de minha existência e pessoalidade, bem como a percepção da minha preferência determina que eu exerça escolha, portanto, eu arbitro entre várias opções, logo, existo.

3.     É RELATIVA A AUTONOMIA DE NOSSOS ARBÍTRIOS

O ser humano, ainda que tenha individualidade e pessoalidade em seu arbítrio, não tem autonomia sobre o mesmo.

O ser humano não tem autonomia (das palavras gregas: auto e nomos, significando lei própria) em suas escolhas, pois suas escolhas são feitas em cima de “leis” (nomos) previamente existentes, ou seja, suas escolhas são feitas a partir de fatores determinantes ou agentes causadores, que operam como motivadores ou desmotivadores, uma vez que, ninguém permanece neutro diante de um agente causador ou causa. Suas escolhas são feitas “em cima de” e “sob a condição de” causas previamente existentes. Este efeito gerado por uma causa específica pode ser enorme e devastador, ou mesmo ínfimo e irrelevante, porém, por maior ou menor que seja, é sempre estimulado e conduzido por uma causa. Assim, para se fazer uma escolha genuinamente livre ou independente de influências, ou para se ter livre-arbítrio, seria necessário que  o “si mesmo” fosse anterior a qualquer causa ou influência, e assim ele seria “uma” ou “a” causa primeira, e como sabemos que assim não se dão os fatos, visto que ninguém a não ser DEUS é causa ou o causador original, concluímos que nossas escolhas não são, a priori, causas, mas sim, efeito(os), a posteriori, de algo que induzirá à uma escolha. Portanto, não há autonomia absoluta em nossas escolhas, pois fatores independentes de nós é que nos levam a fazer escolhas.
Seja lá qual for a escolha – ainda que até mesmo o fato de não fazer escolhas, já em si, seja uma escolha – a favor ou contra, ela sempre será influenciada por algo anterior a existência da tal escolha e que o levará a ter um arbítrio.
O arbitrar é produto de uma necessidade, e necessidades são causadas por estímulos anteriores a elas mesmas, portanto, o arbítrio é um efeito – é causado, e assim sendo não é livre em si mesmo. E visto não haver efeito sem causa, vemos aqui, também, a ausência de auto (próprio) nomia (nomos / lei) princípio. Meu arbítrio é uma seleção, dentre vários estímulos, que me conduzirá – por entre teses e antíteses – á uma síntese, que será ou é a minha preferência. Este processo longo de causas e efeitos, de estimuladores e desestimuladores, de escolhas entre o que é mais ou menos relevante é o que forma e vai formando o “cada-um” de cada um. Somos formados pelo que arbitramos e arbitramos pelo que somos formados.
Mais do que meu inconsciente – ainda que este seja maior que meu consciente – ou meu subconsciente, eu sou meu consciente, e estou cônscio disto, logo, uma escolha sob ameaça não é arbítrio, mas coação, bem como hipnose não é arbítrio, mas indução. Portanto, só há verdadeiro arbítrio na sã consciência.
Mesmo sendo o ato de arbitrar um atributo da pessoalidade que exerce opções, não há independência na atitude de arbitrar. De tal modo, em suas escolhas – ciente de seu ser – o ser humano tem vontade própria, porém, nunca livre arbítrio das “leis”, ou influências, que anteriormente ás suas escolhas e a sua existência, formam o ambiente dos arbítrios ou escolhas. Portanto, o arbítrio não é livre, mas é sim, diácono, mordomo de um agente anterior que se encontra diante de si, portanto, é SERVO-ARBÍTRIO de todas as influências, existentes dentro ou fora de si.

4.     NÃO HÁ DETERMINISMO NAS FORÇAS OPERANTES QUE LEVAM AO SERVO-ARBÍTRIO

Na diaconia ou mordomia ou serva-arbitrariedade humana percebe-se, também, a pessoalidade de cada indivíduo em suas escolhas, ou seja, uma vez que cada um tem o seu próprio “cada-um”, e que esta pluralidade inumerável de variações formarão sempre indivíduos diferentes, únicos, então, os mesmos estímulos diante de sujeitos diferentes, terão resultados ou escolhas, também, diferentes, pois cada ser humano tem sua própria forma de reagir diante dos mesmos estímulos, podendo ser parecidas, mas jamais iguais.
Aquilo que é mais relevante para um indivíduo, isso é o que ele escolherá, e este não é um processo nem determinista, nem inato, por exemplo: por um processo empírico, o que na concepção de um indivíduo for mais relevante sobre o que é ou não ser agradável á DEUS, poderá ser considerado de outra forma por outro indivíduo. Houve estímulos e aprendizagem, houve causas ou conjuntos de fatores que levarão um determinado sujeito a um específico resultado, o que não acontecerá com outro indivíduo, por mais parecidos que sejam, pois as plurais composições e recombinações do “cada-um” de cada indivíduo é diferente entre cada sujeito. Portanto, estímulos ou causas iguais diante de sujeitos diferentes terão resultados ou arbítrios diferentes, nunca deterministas.

5.     A ARBITRARIEDADE LIVRE É SEMPRE CRIADORA, COMO DEUS É O ÚNICO SER CRIADOR, LOGO, SOMENTE ELE TEM LIVRE-ARBÍTRIO.

Ao contrário de todas as vontades, arbítrios ou escolhas humanas serem causadas, e, portanto, não livres em si mesmas, somente a Vontade Soberana de DEUS não é causada por algo anterior a ela própria, ou seja, ela não é originada, sua causa encontra-se em si mesma. A Vontade Soberana de DEUS – incausada – é, por sua vez, causadora de todas as outras causas e efeitos, logo, qualquer outra vontade ou arbítrio são servos dela, portanto, a Vontade de DEUS é um fim em si mesmo. A vontade humana é servo-arbitrária da Vontade de DEUS.

6.     SERVO-ARBITRIO E SALVAÇÃO

1.1.        Se DEUS fizesse a escolha e tomasse a atitude de salvar o ser humano independente de seu arbitrar, obviamente, não haveria arbítrio algum no ser humano, o que seria impossível diante de uma criatura gerada com pessoalidade e individualidade, e ter-se-ia, sim, um determinismo absolutista, o ser humano seria, apenas, “um fantoche”, o que nem mesmo é predestinação. A Bíblia diz:

Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. Gênesis 1: 26 á 28 – ARA.

1.2.        Por outro lado, se houvesse livre-arbítrio no ser humano, ou seja, sem nenhum estímulo anterior a si mesmo na condução de sua própria salvação, então, o salvador não seria DEUS, através de Jesus Cristo, pela condução de Seu Espírito Santo. O ser humano, sim, estaria salvando-se a si mesmo, através de sua própria vontade e atitude, o que nem ainda seria salvação. A Bíblia diz:

Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la. Efésios 2: 8,9 – NTLH.

1.3.        Contudo, uma vez que os arbítrios humanos são sempre provindos de uma causa – o que em si compreende-se algo anterior a uma atitude de escolher e que leva a uma opção, e que esta não é plenamente autônoma, ou seja, não tem em si mesma a razão de sua existência, pois quando o ser humano influenciado por um agente causador, através de um processo dialético, percorrendo teses e antíteses, chega a uma síntese, ou conclusão, nota-se aí que há uma diaconia ou mordomia ou servo-arbitrariedade diante de tantas influências. Portanto, não há nem livre-arbítrio, nem inexistência de arbitrariedade, mas, sim, servo-arbitrariedade, uma vez que todos os arbítrios estão subordinados ao livre arbítrio e soberano de DEUS. A Bíblia diz:

O conselho do Senhor dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações. Salmos 33:11 – ARA.

Agora escutem, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos a tal cidade e ali ficaremos um ano fazendo negócios e ganhando muito dinheiro!” Vocês não sabem como será a sua vida amanhã, pois vocês são como uma neblina passageira, que aparece por algum tempo e logo depois desaparece. O que vocês deveriam dizer é isto: “Se Deus quiser, estaremos vivos e faremos isto ou aquilo”. Tiago 4:13 á 15 – NTLH.

1.4.        Quando o ser humano decide-se em optar por DEUS, para que este seja seu único Senhor e Salvador, até aqui se conclui que este caminho não foi trilhado por ser algo inato ou por si só do ser humano, pois por ele mesmo jamais buscaria a DEUS, há aqui a servo-arbitrariedade do ser humano. A Bíblia diz:

Como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus. [...] Não há temor de Deus diante de seus olhos. Romanos 3: 10,11,18 – ARA.

1.5.        Assim sendo, quando o ser humano se volta para DEUS, isto não vem de um tal livre-arbítrio, mas sim, de seu servo-arbítrio, pois recebe uma influência e/ou direção para chegar até aqui, e esta vem do Espírito Santo de DEUS que o convence da gravidade de sua situação, a Bíblia diz:

Eu falo a verdade quando digo que é melhor para vocês que eu vá. Pois, se não for, o Auxiliador não virá; mas, se eu for, eu o enviarei a vocês. Quando o Auxiliador vier, ele convencerá as pessoas do mundo de que elas têm uma idéia errada a respeito do pecado e do que é direito e justo e também do julgamento de Deus. As pessoas do mundo estão erradas a respeito do pecado porque não crêem em mim; estão erradas a respeito do que é direito e justo porque eu vou para o Pai, e vocês não vão me ver mais. E também estão erradas a respeito do julgamento porque aquele que manda neste mundo já está julgado. João 16: 7 á 11 – NTLH.

1.6.        É diante de tal circunstância que impulsionado a servo-arbitrar, de forma positiva ou negativa, a DEUS, o ser humano em um momento de solidão – visto que DEUS não fará a escolha por ele – terá com sua pessoalidade que arbitrar sozinho – este é o mais importante arbítrio de sua existência, mas é o ser humano que escolherá, e aqui sairá vencedora a mais relevante conclusão que possa chegar. Aqui não encontra-se o limite entre o arbítrio e arbítrio algum, mas a mais clara manifestação do servo-arbítrio, uma vontade humana e uma Divina, uma vontade condicionada a uma Vontade, se a vontade humana fizer a Vontade de DEUS, então haverá vontades simultâneas, e assim sendo, voltar-se-á ao relacionamento original e ideal entre Criador e criatura, entre DEUS e o ser humano, aí haverá salvação. A Bíblia diz:

A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos. Romanos 1: 18 á 22 – ARA.

O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 10: 10 á 13 – ARA.

7.     CONCLUSÃO

Além de soberana e imutável, a Bíblia diz que a vontade[1] de DEUS é boa, perfeita e agradável, mas diz também, que o ser humano possui uma vontade própria que interage com a de DEUS, ou seja, o servo-arbítrio. A Bíblia diz que mesmo estando o ser humano diante de agentes causadores fortíssimos e influenciadores permanentes de seu arbitrar, e tendo mesmo DEUS como agente causador primaz, eterno e soberano, DEUS mesmo poderia determinar absolutistamente como seria a existência humana, independente do arbítrio humano, porém, DEUS faz um convite ao homem para este troque razões, converse, chegue a uma conclusão com ELE. DEUS dá “a prova e a cola”, porém, o homem também servo-arbitra nesta interação extraordinária, a Bíblia diz:

O Senhor Deus diz: “Venham cá, vamos discutir este assunto. Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos como a lã. Se forem humildes e me obedecerem, vocês comerão das coisas boas que a terra produz. Mas, se forem rebeldes e desobedientes, serão mortos na guerra. Eu, o Senhor, falei.” Isaías 1: 18 á 20 – NTLH.

DEUS é que convida o ser humano à uma experiência transformadora, o agente causador da influência é DEUS, portanto, o servo-arbítrio do ser humano não tem um fim em si mesmo, não é autônomo, mesmo que seja sua vontade, o homem só experimenta as coisas de DEUS sob as condições exigidas por DEUS, pois somente Sua Vontade é um fim em si mesmo. A Bíblia diz:

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Romanos 12: 1,2 – ARA.

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11: 33 á 36 – ARA. 

DEUS vos abençoe e use rica e abundantemente nos serviços do Reino,
Amplexos e ósculos,
Pr Marcelo Gesta




[1] Romanos 12: 1,2


[1] Romanos 12: 1,2